quinta-feira, maio 03, 2007

O grande dia !!! – 20/04/2007 – 41 semanas e 1 dia de gestação

Deus me deu um presentinho embalado e me disse que cuidasse bem dele por 9 meses e que ao final desse período, receberia a força de desembala-lo e passaria a embalá-lo com meus carinhos e cuidados...
Então, 9 meses e 2 semanas após a última menstruação, com 41 semanas e 1 dia de gestação, recebemos nosso presentinho de Deus, Laís.... apesar de seu pequeno tamanho, nós nunca conseguiríamos receber presente de maior valor que este, o de sermos parceiros de DEUS na concepção de uma vida, e ter Sua confiança na entrega de sua maior obra, a vida humana, para cuidarmos.... Obrigada meu Deus....
Nosso grande dia começou assim:
Lembram dos alarmes falsos ? Mamãe permanecia sentindo-os e sempre que sentia à noite, pensava que enquanto só eram cólicas leves ia aproveitar para dormir, e então passavam... mas neste dia especial, 20/04, mamãe acordou com as tais cólicas e não conseguiu mais ficar deitada, às vezes vinham leves, às vezes um pouco mais fortes, mas como já vinha sentindo a tantos dos dias, não se assustou muito, tomou café e combinou com papai de ele pegar mamãe e vovó na estação do metrô mais perto do hospital, na hora da consulta... então tomou café, mexeu na internet (nos intervalos das dores) e então resolveu cronometrá-las, primeiro estavam de 12 em 12 minutos, lá pelas 10 da manhã, só aliviavam quando mamãe se agachava e já estavam de 8 em 8 minutos...
Mamãe resolveu tomar um banho e logo depois percebeu que as contrações ficaram desordenadas, então achou que se tratava de um outro alarme falso - então mamãe avisou a papai da freqüência antes do banho e de sua falta depois dele, embora achasse que ainda dava para ir de metrô. Ele disse que vinha nos buscar pois falou: “não quero que minha filha nasça no metrô” – risos...vovó também ficou desconfiada de que fosse a hora e às 11:30h já tínhamos almoço pronto...
Bom, às 14:30h tínhamos consulta, então papai trabalhou direto e veio nos buscar... na recepção, as contrações ora vinham fracas (dava para permanecer sentada) ora ficavam mais fortes (e mamãe tinha que levantar)... logo Dra. Rachel nos chamou e mamãe começou a explicar-lhe como vinha sentindo e ela pediu que fosse me trocar para que ela examinasse... então mamãe foi ao banheiro e lá sentiu um líquido escorrer pela perna, então disse que achava que a bolsa tinha rompido... ela então pediu que sentasse na cadeira ginecológica para examinar e disse: “não tenha dúvidas, foi a bolsa mesmo”, eram 14:50h, ela fez o toque e viu que mamãe estava entre 2 e 3cm de dilatação, então pediu nossa internação...
Mamãe ligou para Helena (Doula) que providenciou a agilização da liberação de um quarto e disse que em 30 min estaria conosco...
Lá fomos nós ao quarto 308, nossa morada por alguns dias... mamãe estava eufórica e apreensiva, pois finalmente era chegado o momento tão esperado e logo cuidou de trocar de roupas (colocando o modelito trabalho de parto – risos) pois não queria usar aquela camisolinha de hospital, pelo menos por enquanto)... e continuou “curtindo”suas contrações na companhia de vovó, enquanto papai foi ao carro buscar nossa bagagem (tudo já andava conosco desde a 37 semana de gestação – risos)...
Helena chegou e mamãe ainda estava com contrações de 8 em 8 min, levemente incômodas, e deu para rirmos da idéia do “modelito trabalho de parto”... as contrações vinham como cólicas menstruais fortes, ora passavam completamente e davam um alívio momentâneo que dava até para rir, ora ficava um reflexo da dor que mamãe só percebia que a dor havia reduzido quando a contração recomeçava... aos poucos a fase ativa do trabalho de parto começou: as contrações foram ficando mais fortes e o intervalo foi diminuindo... vovó, papai e Helena, meu anjo da guarda, estiveram presentes comigo sempre...
Helena me transmitia segurança e tranqüilidade simplesmente segurando minha mão, embora não fizesse só isso, pois sempre tinha uma massagem e uma outra posição para aliviar as dores das contrações...
Mamãe ficava preocupada com vovó, pois sabia que ela, como mãe, estava sofrendo mais que eu, e pediu para ela sentar, pois sua movimentação deixava mamãe nervosa (efeitos trabalho de parto), e ela foi sentar-se e rezar o terço pedindo a Deus que me protegesse...
Papai, como sempre, atencioso e presente na gestação de sua filhota, acalmava mamãe com sua presença, sempre dizendo após as contrações: “menos uma, galega”... mamãe só lhe disse que não saísse mais (ele precisou sair umas 2 vezes - a primeira para pegar as bolsas e a segunda para pegar um lanche para vovó) e a um certo momento uma colega de trabalho dele ligou (bem na hora de uma contração) e mamãe disse: “diga a ela que eu estou dizendo para desligar o celular agora e que outra hora você liga”... coitado, sempre sobra para o companheiro – risos...
O tempo passou relativamente rápido, mamãe nem conseguiu pensar nisso direito, só ia superando uma contração de cada vez. Graças a Deus o trabalho de parto fluiu bem, na segunda vez que Dra. Rachel foi fazer o toque, já estávamos com 5 cm de dilatação... então continuamos com as caminhadas, agachamentos, banho morno (mamãe ficou com muito frio e desistiu dele logo – risos) e as maravilhosas massagens na base das costas quando as contrações vinham – isso dava um alívio enorme, além de mamãe se apoiar recostando-se nos ombros de Helena ou de papai quando estava sentadinha na cadeira para parto de cócoras ou na bola...
Em determinado momento em que o lugar mais confortável daquele ambiente era o banheiro, onde mamãe sentava na bacia e se recostava na parede, mamãe pediu analgesia... a dor estava intensa e muito freqüente e mamãe se sentia cansada... lembro de meu anjo da guarda me dizendo que para eu pedir analgesia, já devia estar com 7 cm de dilatação e que a partir daí a intensidade da dor não ia aumentar, que eu não tivesse medo da dor... quando a contração passava, tudo aquilo fazia sentido, mas quando retornava... ah que vontade de tomar um remédio para alívio – risos...
Passado mais algum tempo, mamãe começou a sentir vontade de fazer força (e conseguiu raciocinar que isso significava que estava perto de nossa Laís vir ao mundo)... então, meu anjo porta-voz ligou para Dra. Rachel, que logo chegou para fazer o toque, e disse: “ei, que cara de desânimo é essa?” (era dor – risos), quando verificou que já estava com 8 cm de dilatação e pediu que me levassem ao centro obstétrico... no caminho, num intervalo das contrações mamãe lhe disse: “ai que saudades estava de você, Dra. Rachel”, e ela sorriu...
Quando chegamos ao centro obstétrico, papai foi se trocar, Helena e Dra. Rachel também e mamãe foi levada por uma enfermeira, mas eles foram rápidos e logo estávamos papai, Helena e mamãe na frente da sala de parto, que ainda estava terminando de ser preparado... Helena sugeriu que mamãe se apoiasse na pia onde os médicos fazem assepsia quando viesse uma contração... assim mamãe fez...
Algum tempo depois, Helena e papai entraram com mamãe, que logo depois de ter outra contração forte, repetia que queria analgesia, e meio confusa disse a Helena: “melhor só um bloqueio pudendo, né ?” mas imediatamente mudou de idéia lembrando do local onde estava sentindo a dor – risos – a dor estava causando confusão nas idéias de mamãe...
Então meu outro anjo (Dra. Rachel) entrou na sala dizendo que ia chamar o anestesista e sorriu quando mamãe acenou com a cabeça dizendo, “sim, por favor”... Dr. Augusto demorou um pouco a chegar na sala, quando chegou, logo após mamãe ter outra contração na cadeira de parto, mamãe lhe disse que tinha muito prazer em conhecê-lo – risos – “estavam me enrolando para te chamar” – risos... a essa altura já havia se passado um bom tempo desde que saímos do quarto 308 para o centro obstétrico, então, imagino que já estava com pelo menos 9 cm de dilatação (vou confirmar com Helena ou Dra. Rachel depois)...
Então veio o milagre da medicina: imediatamente depois que Dr. Augusto aplicou a analgesia, mamãe sentiu uma fisgada na perna esquerda e imediatamente parou de sentir qualquer coisa, inclusive perdendo os movimentos na perna direita... foi um susto aliviado – risos... me deitaram de frente para esperar um pouco a analgesia fazer efeito (já tinha feito até demais) e eu disse a doula que assim dava para fazer a foto que ela mostra no curso de gestantes – uma mulher toda maquiada, penteada, sorridente, no momento da expulsão do bebê – risos... Dr. Augusto disse que ainda não era para eu estar rindo – risos – isso significava que eu sou muito sensível à analgesia – Helena me disse que outro dia uma parturiente tinha ficado de pé e sentado na cadeira para parto de cócoras após a analgesia...
efeito analgesia
Mamãe pediu a Helena que avisasse à vovó que já estava sorrindo, pois imaginava o quanto ela estava sofrendo vendo o sofrimento da filha (ela disse depois que foi como se tivesse tido um 5º parto – risos)...
Logo depois do alívio, veio a frustração de não estar sentindo nada!, não era assim que eu queria... mas como o efeito foi instantâneo, e forte, poderia passar rápido também, então quem sabe logo, logo estivesse como eu queria... Pouco depois comecei a sentir coçar na parte superior da barriga e na perna esquerda (pensei, deve estar começando a passar)...
Ah, junto com a analgesia foi aplicada a oxitocina, para retornar o ritmo das contrações que estavam fluindo tão bem antes da analgesia... logo que as contrações recomeçaram, apesar de eu não as estar sentindo, mas tendo Helena e Dra. Rachel para observar seu recomeço, Dra. Rachel pediu que começasse a fazer força...
Helena havia me lembrado a pouco onde fazê-la, mas foi impossível coordenar o local onde fazer forças quando não estava sentindo nada!, então Dr. Augusto veio ajudar Dra. Rachel com a manobra de Cristeler, empurrando a barriga de mamãe de cima para baixo, para forçar o bebê pelo canal de parto... em certo momento, quando Laís estava coroando, Helena trouxe um espelhinho para mostrar a mamãe sua menininha vindo... mais algumas forças descordenadas e ajuda de Dr. Augusto com a manobra, e nossa Laís veio ao mundo...
Felizmente a analgesia já tinha passado suficientemente para mamãe sentir a tão esperada saída de Laís, embora sem dor (que bom, né ? – risos)... E colocaram minha garotinha sobre meu peito, chorando forte, enquanto o cordão ainda pulsava... lembro de ter sentido o cheiro mais gostoso, o esperado cheiro do milagre da vida e de Laís ter parado de chorar logo que mamãe lhe disse: “oi, meu amor, eu sou sua mamãe, que Deus te abençoe” e de ter sentido uma calma enorme invadir meu corpo... Papai, todo orgulhoso, assistiu tudo ! Dra. Rachel o chamou para cortar o cordão umbilical (e ele cortou – era só o que ele não sabia se teria coragem de fazer – risos)... tiramos fotos, os 3, juntinhos... então Dra. Luciane, pediatra que recebeu Laís, muito gentil e delicada, perguntou se poderia levar Laís para limpar e fazer os primeiros exames, mamãe assentiu e depois de beijar mamãe, papai acompanhou nossa Laís para acalma-la com uma voz conhecida, enquanto mamãe ficou recebendo os cuidados de Dra. Rachel, na companhia de Helena...

Depois mamãe foi levada para uma sala de recuperação, onde disse a Helena que queria amamentar Laís, que logo cuidou de ir buscar minha menina, que mamou direitinho e por um longo período... depois Helena a levou de volta para os últimos cuidados antes de subirmos para o quarto onde passaríamos a primeira noite juntos com nossa Laís fora da barriga...

Quando mamãe saiu do centro obstétrico, os dedicados amigos e primos Flávia, Fábio e Letícia estavam nos esperando junto com vovó, e mamãe ficou tranqüila em saber que vovó esteve tão bem acompanhada nessa espera...

Mamãe pediu forças a Deus a todo o momento, através de Nossa Senhora, das pílulas de frei Galvão que mamãe tomou durante o trabalho de parto, e especialmente através de uma oração que traz na mente desde a infância: “Deus está aqui, aleluia, tão certo quanto o ar que eu respiro, tão certo como o amanhã que se levanta, tão certo quanto eu te falo e tu podes me ouvir...”

Nossa amiga Marcinha falou que as enfermeiras costumam dizer que Nossa Senhora passa a mão na cabeça das mães quando saem da sala de parto, é a única razão para elas retornarem no ano seguinte – risos e risos – mas o interessante é que no dia seguinte, embora ainda muito cansada, mamãe só pensava que não se arrependia da opção que fez pelo parto normal e dois dias depois, não tinha quaisquer dúvidas sobre como quer o próximo parto, lembrando que quer a metade da analgesia que tomou (preciso descobrir quanto tomei) – risos...

Obrigada, meu Deus, por um parto tão tranqüilo, por ter colocado em nossa vida os anjos da guarda:

Helena – nossa doula – com suas palavras de carinho e segurança (vovó até disse a mamãe quando conversamos sobre o parto: “se eu não estivesse aqui, é como se você estivesse acompanhada por uma mãe”- e não poderia haver melhor definição para a segurança que ela me passou;

Dra. Rachel, com sua gentil e delicada seriedade, que permitiu que Laís viesse ao mundo através de um parto maravilhosamente normal e seguro, apostando conosco na força da natureza e na perfeição do ser humano, imagem e semelhança de DEUS. Ficamos seus fãs, viu ?

Mamãe confessa que já está sentindo falta do compromisso do contato freqüente com esses anjos, de se sentir cuidada por elas, não haveria melhor acompanhamento para a chegada de nossa garota e para os ansiosos pais...

cercada pelos anjos Helena e Rachel

1 Comentários

At segunda-feira, julho 16, 2007 4:32:00 PM, Anonymous Anônimo disse...

Dúnia e Moreno, Laís está linda. É uma menina meiga e os traços são perfeitos. Pena que a tia Rosane estava gripada e não pode pegá-la, dar um montão de abraços e beijocas. Afinal, curti cada dia de seu crescimento na barriga da mamãe. Tenho certeza que ela reconheceu a minha voz.... Juro que quando eu falei ela me procurou pois já conhecia a voz da titia. rsrsrsrsr
Muitos beijos e parabéns.

 

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